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Fundo branco
  • Foto do escritorTanussi Cardoso Poeta

Teias



Alimentar aranhas,

eis o meu ofício.

Deixá-las criar tentáculos.

Moscas mansas

apaixonadamente sangrar.

Cuidá-las para tecer

os pequenos vícios

do seu tear:

venenos sutis

tatos improváveis

-vivê-las.

Redescobrir as cores

as sedes e as sedas.

Entrelaçar as sendas

do meu destino nelas:

véus de astúcia

morte e viuvez.

Decifrar sua dança:

rede de valsas

fios de arame.

Aprender com elas

o ritmo do salto.



TELAS Alimentar arañas, es mi oficio. Dejarles crecer tentáculos. Cuidar los pequeños vicios de su telar: experimentar los tactos improbables (sutiles venenos). Redescubrir colores en la casa de las sedas. Tejer mi destino a ellas: velos de mortal astucia viudez. Descifrar su danza: valses tejidos con hilos de alambre. Aprender con ellas el ritmo del salto. Ver como las mansas moscas sangran apasionadamente. Trad: Angélica Santa Olaya

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